Brasil testa com sucesso transmissão de energia solar do espaço para a Terra
O Brasil deu um passo gigantesco na corrida pela energia solar espacial. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em parceria com a agência espacial japonesa (JAXA), anunciou o sucesso do experimento que transmitiu 1 kW de energia de um satélite em órbita baixa para uma estação receptora localizada em Alcântara, no Maranhão.
O experimento, chamado de Projeto Guarani, utilizou um satélite equipado com painéis solares de alta eficiência e um sistema de transmissão por micro-ondas. A energia foi convertida em eletricidade na estação terrestre com uma eficiência de 15% — um número relativamente baixo, mas que supera as expectativas iniciais dos pesquisadores.
"Este é o primeiro passo para tornar a energia solar espacial uma realidade comercial," explica a Dra. Patrícia Albuquerque, coordenadora do projeto no INPE. "Estima-se que em 10 anos poderemos ter usinas orbitais capazes de fornecer energia limpa e contínua para milhares de lares."
A vantagem da energia solar espacial sobre a terrestre é a disponibilidade 24 horas por dia, 7 dias por semana — no espaço, não há noite, nuvens ou sazonalidade. Um painel solar em órbita pode gerar até 10 vezes mais energia que o mesmo painel na superfície da Terra.
O próximo passo do projeto é escalar o sistema para transmitir 10 MW até 2030, utilizando uma constelação de satélites em órbita geossíncrona.